Educar para Continências ou para Contingências?
ISBN: 9786527081999
Por: Editora Dialética | Autor: Barros, André Luís de Almeida | Edição:
O exercício da cidadania institucionalizada na Constituição de 1988 tem como pressuposto a compreensão da realidade por parte do sujeito. Assim, impõe-se à educação a tarefa de preparar o aluno para o exercício da cidadania. Desde a gestão Bolsonaro, o modelo de educação básica da escola cívico-militar tornou-se objeto de debates acalorados. Preconizado por alguns e rechaçado por outros, vem sendo visto e descrito sob diferentes enfoques. Seus adeptos alegam se tratar do melhor modelo para a formação de cidadãos. Os críticos, por sua vez, alegam o contrário. Por isso, mostra-se relevante investigar as práticas peculiares adotadas nessas escolas, a fim de questionar se esse modelo escolar atende à finalidade de formar cidadãos. Desse modo, tratando das relações entre educação e cidadania no Brasil atual, a presente obra tem como objetivo compreender a escola cívico-militar, a fim de responder se – e em que aspectos e medida – seu modelo educacional possui aptidão para a formação de cidadãos. Nesse caminho, foram abordadas as práticas específicas adotadas na escola cívico-militar, procurando-se responder às seguintes questões: 1) Quais são os aspectos essenciais da cidadania instituída na Constituição de 1988? 2) Quais são os atributos fundamentais que identificam sujeito como cidadão? 3) A escola cívico-militar apresenta aptidão para desenvolver nos alunos os atributos essenciais da cidadania?